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13 novembro (sex) Dança

A esta hora, na infância neva

Victor Hugo Pontes e Companhia Maior

21h30 Sala Principal
12€ / Cartão Pentágono 6€   M/12  
Acessibilidade
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Nesta criação com a Companhia Maior, Victor Hugo Pontes segue uma via eminentemente física, inspirado pelo potencial do corpo que já viveu muito tempo – um contraponto com a sua experiência prévia de trabalhar com adolescentes. Se na pujança da juventude interfere a falta de experiência e autodomínio, na idade maior as limitações são resolvidas com a experiência de palco.

Que idiossincrasias se fazem anunciar na fisicalidade destes intérpretes que têm um longo percurso gravado no corpo? Para esta pergunta, Victor Hugo Pontes propôs-se encontrar uma afirmação coreográfica.

Em cena, corpos de diferentes idades sobrepõem-se para evidenciar o contraste, por um lado, mas também para elogiar a beleza do físico amadurecido: um corpo na dança que perdeu força e velocidade, mas que comporta memória existencial e ganhou definição e intenção. As gerações mais novas criam um espelho que nos permite refletir sobre o que ainda somos, daquilo que fomos… um gatilho do passado, para o futuro em aberto, num presente onde, como escreveu Manuel António Pina, “as cicatrizes do coração permanecem”, em que o esquecimento é também sabedoria e a infância reaparece, refinada.

Ficha técnica

Direção artística Victor Hugo Pontes
Cenografia F. Ribeiro
Desenho de luz Wilma Moutinho
Figurinos Cristina Cunha
Assistência de direção Cátia Esteves
Intérpretes Angelina Mateus, Beatriz Mira, Carlos Nery, Cristina Gonçalves, Dinis Duarte, Du Nothin (Duarte Appleton), João Silvestre, Kimberley Ribeiro, Michel e Paula Bárcia
Consultoria artística Madalena Alfaia
Consultoria musical Hélder Gonçalves
Estagiárias Catarina Gonçalves (Mestrado ESD), Joana Belchior e Mariana V. Pedreiro (Licenciatura ESTC)
Coprodução Companhia Maior, Nome Próprio, Centro Cultural de Belém, RTP, Cineteatro Louletano, Theatro Circo, Theatro Gil Vicente
Apoio à residência Comuna – Teatro de Pesquisa, CM Lisboa – Polo

Neste espetáculo é usado o poema de Boris Vian escrito para a canção Le desérteur (1954).

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Apoio República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes / Rede Portuguesa de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP) | BPI Fundação ‘La caixa’

Este espetáculo conta com audiodescrição.