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18 julho (sáb) Teatro

MIT 2026: ÉCUBA

CTB – Companhia de Teatro de Braga (Portugal)

21h30 | Ruínas do Teatro Romano
10€ / Cartão Pentágono 5€   M/14  

Com ÉCUBA, continuamos a desenvolver uma linha estratégica do repertório dos últimos 10 anos: a abordagem dramatúrgica aos textos da Cultura Clássica Greco-Romana, como instrumento de reflexão sobre a Europa e os seus Povos, assim como sobre a identidade matricial de Braga, a partir das ruínas do seu Teatro Romano.

Depois de As Bacantes, da trilogia Oresteia, As Troianas, Os Pássaros, Helena de Yannis Ritsos, e até de Os das Latas de Conserva, de Edward Bond, abordamos agora ÉCUBA, para falarmos da guerra a partir das primeiras vítimas: as Mulheres e as Crianças. Num momento, em que após a invasão e conquista da Cidade, os generais, bêbedos do êxito e dos desproporcionais desmandos, se enredam, se julgam deuses, perdem o sentido ético da justiça e se tornam instrumentos de morte.

Em ÉCUBA, as Mulheres, cativas de guerra, conduzidas pela sua rainha, vítima primeira dos desvarios e atrocidades, iniciam a vingança contra a barbárie, o despotismo, a ganância, o direito e a justiça. Uma peça que sublinha, perante os públicos, as misérias da guerra, o sofrimento dos vencidos, mas também dos vencedores, fazendo ressaltar a degradação moral a que conduzem os jogos de poder e a euforia do domínio desmedido, que arrasta o Homem até aos limites da sua própria humanidade e onde os atores/cidadãos assumem uma função de “não representação” e nos narram a realidade do momento.

Ficha técnica

Texto Eurípides
Tradução Maria do Céu Fialho e José Luís Coelho
Encenação e dramaturgia Rui Madeira
Espaço cénico Ruínas do Teatro Romano
Organização espacial Rui Madeira e Manuela Bronze
Figurinos Manuela Bronze
Criação vídeo ao vivo Sepehr Mousavi e Afonso Conceição (estagiário)
Iluminação Sérgio Lajas
Construção Fernando Gomes
Elenco Sílvia Brito, Solange Sá, Eduarda Filipa, Leonor Pereira (estagiária), Rogério Boane, Carlos Feio, Rui Madeira, Jaime Monsanto e André Laires