Écuba
Eurípedes
Com ÉCUBA, a Companhia de Teatro de Braga continua a desenvolver a abordagem dramatúrgica aos textos da Cultura Clássica Greco-Romana como instrumento de reflexão sobre a Europa, assim como sobre a identidade matricial de Braga. Depois de Bacantes, da trilogia Oresteia, As Troianas, Os Pássaros e Helena, de Yannis Ritsos, e até de Os das Latas de Conserva, de Edward Bond, abordamos agora ÉCUBA, para falarmos da guerra a partir das primeiras vítimas: as mulheres e as crianças. Num momento em que, após a invasão e conquista da cidade, os generais, bêbedos do êxito e dos desproporcionais desmandos, se enredam, se julgam deuses, perdem o sentido ético da justiça e se tornam instrumentos de morte. Em ÉCUBA, as mulheres, cativas de guerra, conduzidas pela sua rainha, vítima primeira dos desvarios e atrocidades, iniciam a vingança contra a barbárie, o despotismo, a ganância, o direito e a Justiça.
Ficha técnica
Texto Eurípides
Tradução Maria do Céu Fialho e José Luís Coelho
Encenação e dramaturgia Rui Madeira
Organização espacial Rui Madeira e Manuela Bronze
Figurinos Manuela Bronze
Criação vídeo ao vivo Sepehr Mousavi e Afonso Conceição (estagiário)
Iluminação Sérgio Lajas
Construção Fernando Gomes
Elenco Sílvia Brito, Solange Sá, Eduarda Filipa, Leonor Pereira (estagiária), Rogério Boane, Carlos Feio, Rui Madeira, Jaime Monsanto e André Laires
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