2030
Braga En’Cena
Em 2030, toda a população mundial teve uma branca. Da noite para o dia, toda a memória humana foi apagada. Mas tivemos sorte: recebemos um aviso e tivemos um ano para nos prepararmos. Todas as áreas do conhecimento conservaram o seu legado. Todas fizeram cópias de segurança. Todas, menos o teatro. Os artistas deixaram apenas vídeos nos quais recitavam o mesmo poema: o Soneto 30, de Shakespeare.
Desse ano até aos dias de hoje passaram-se cem anos, e Julieta, uma estudante de mestrado, inicia uma investigação sobre o desaparecimento do teatro no século XXI. Durante as suas pesquisas, conhece Romeu, um jovem que é técnico de conservação e restauro durante o dia e encenador de um grupo de teatro clandestino durante a noite.
Entre citações eruditas e cultura popular, recriações anacrónicas, música pimba, histórias biográficas e loucura partilhada, Julieta apaixona-se por este grupo de resistentes e, claro, por Romeu, que lhe mostra que, num mundo onde não existe teatro, tampouco se pode falar de amor.
Porque saber de cor, como já nos recordou Tiago Rodrigues, é saber de coração. By heart.
«Mas basta em ti pensar, amigo, / e assim têm cura as perdas e as tristezas fim.»
Soneto 30, William Shakespeare
Ficha técnica
Autoria Alexandra Moreira
Estrutura artística Tin.Bra, Artes D’Alegria e Teatro D’Art
Encenação Alexandra Moreira
Direção artística Alexandra Moreira
Produção Mónica Santos
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