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2 março (sáb) Outros

CONTEXTO | Luísa Salvador e Cristina Planas Leitão

15h00 Salão Nobre
Gratuito   M/6  

Contexto | Luísa Salvador e Cristina Planas Leitão

Moderação Andreia Garcia
No ciclo Contexto propomos uma série de conferências onde partimos de um espetáculo da programação do Theatro Circo para colocar à conversa artistas e pessoas cujas áreas de estudo se cruzam com as temáticas e questões abordadas naquela obra. 
Com curadoria e moderação de Andreia Garcia, no dia 2 de março acolhemos o segundo momento deste ciclo, com Luísa Salvador, artista visual e investigadora e Cristina Planas Leitão, coreógrafa, programadora de artes performativas e professora. 
A segunda conversa do Contexto terá como tema paralelepípedo. O termo grego parallelepipedon, surge da junção de duas palavras: para allelois (um ao lado do outro) e epipedon (plano) — epi (sobre); pedon (chão). Nota importante de se fazer porque não nos interessa propriamente o corpo geométrico que se encontra definido no termo, mas a tradução da intenção de se trazer para a conversa dois contextos que surgem lado a lado, na possibilidade de refletirmos sobre as várias superfícies em que se movem estes dois corpos. Os tópicos vão desde a ideia de superfície ao imaterial; de autoria no sistema a mecanismos de criação; do processo ao resultado.

Luísa Salvador 

Luísa Salvador (Lisboa, PT) é artista visual e investigadora. 
É doutoranda em História da Arte Contemporânea na NOVA FCSH, tendo sido bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Tem Mestrado em História da Arte Contemporânea da NOVA FCSH e Licenciatura em Escultura da FBAUL. Expõe regularmente desde 2012. 
Participou no programa de residências artísticas do Festival Walk&Talk, São Miguel, Açores (2018-2021) e da Fundação Cecília Zino, Funchal, Madeira (2021), sob o mote O Sol Marca a Sombra, um programa inspirado no Grand Herbier D’Ombres de Lourdes Castro. 
Foi vencedora do Prémio Jovens Criadores 2018 na categoria de Artes Plásticas e 2º Classificada do Prémio de Arte Edifício dos Leões 2023 / Banco Santander. 
A par da sua prática artística desenvolve também uma atividade escrita, entre textos teóricos e crónicas. Sob o pseudónimo Luísa Montanha e Vale, fundou em 2018 a publicação trimestral Almanaque — Reportório de Arte e Esoterismo da qual é editora. É co-fundadora do podcast Debaixo das Estrelas. 
Vive e trabalha em Lisboa.  

Cristina Planas Leitão

Cristina Planas Leitão é coreógrafa, programadora de artes performativas e professora.
Atualmente, é co-Diretora Artística do Teatro Municipal do Porto, DDD – Festival Dias da Dança e CAMPUS Paulo Cunha e Silva, desde Julho 2022. 
 
Inicia a sua colaboração com o TMP, como programadora de artes performativas em 2018, para as temporadas regulares desde 2019/2020, o Festival DDD – Dias da Dança a partir da edição de 2020 e na génese e projeto artístico do CAMPUS Paulo Cunha e Silva. 
Colaborou como consultora artística na candidatura de Braga’27, íntegra diversos painéis de jurados, nomeadamente da PT23 e das Bolsas de Criação La Caixa / Espaço do Tempo e é nominator pela Fundação Calouste Gulbenkian para o prémio SEDA – SalavizaEuropean Dance Award. 
  
A sua prática curatorial integrada centra-se no desenvolvimento de formatos criativos sustentáveis, novas narrativas e relações de cuidado no âmbito das artes performativas, com um interesse crescente em práticas experimentais que sejam políticas e socialmente empenhadas. Tem um forte interesse nas intersecções das práticas curatoriais e organizacionais com as de investigação e educação. Ao longo dos anos, Cristina tem esbatido as linhas das disciplinas, nacionalidades e hierarquias e vê o papel do curador como um facilitador, comprometendo-se com o antifascismo, o acesso e o cuidado. 
  
Como coreógrafa, aborda o seu trabalho coreográfico como um ato de resistência e afeto, pesquisando temas conectados com movimentos sociais e políticos e a sua relação com o corpo performativo, na intimidade do teatro. Criou The very delicious piece e The Very Boring Piece, co-criações com Jasmina Krizaj, bear me, FM [featuring mortuum] e UM [unimal] – peça destacada pelos jornais Expresso e JN em 2018. O seu trabalho está documentado na série Portugal que Dança / RTP2 (Ep. 02). 
  
Como professora leciona ativamente a nível internacional desde 2010, as técnicas de Flying Low e Passing Through através de uma abordagem somática e não convencional, bem como workshops em torno do conteúdo da sua prática artística. Tem também acompanhado diversos projetos como consultora de dramaturgia e estratégia. É mentora e professora regular na ArtEZ HK, Arnhem (NL).  
Pratica Hatha Yoga (CYT 200) e estuda Astrologia Védica. 
É Licenciada em Dança Contemporânea, ArtEZ, Arnhem (NL), 2006.  
Apoio República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes. RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses