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13 maio (sex) Outros

INDEX 2022: FRANCE JOBIN & MARKUS HECKMANN / MATTHEW BIEDERMAN & PIERCE WARNECKE + SUPERNOVA ENSEMBLE

21h30 Sala Principal
7 € / Cartão Pentágono 3,5 €   M/6  

France
Jobin & Markus Heckmann

Entanglement

21h30
Entanglement é um projeto artístico na encruzilhada da investigação científica,
inspirado pelo conceito e propriedades do enredamento na física quântica e na
teoria dos campos quânticos. As fontes de inspiração de France Jobin e Markus
Heckmann baseiam-se nas duas teorias dominantes que explicam o enredamento
quântico: a interpretação de Copenhaga e o multiverso (quantum decoherence). Para além destas duas teorias, há a fluidez
do tempo e o princípio do emaranhamento quântico. A performance Entanglement é inspirada pelas mesmas
teorias; uma experiência imersiva ambiciosa que será apresentada neste Index.  
A arte sonora de France Jobin, referida
como ‘sound-sculpture’, distingue-se por uma abordagem minimalista a
ambientes sonoros complexos. Desde meados da década de 90, Jobin tem trabalhado
composições meticulosas na intersecção do analógico com o digital. As suas
instalações seguem um percurso paralelo, integrando elementos musicais e
visuais inspirados na arquitectura de diversos locais. Jobin produziu numerosos
álbuns a solo para diversas editoras de renome e os seus concertos e
instalações foram apresentados em várias cidades um pouco por todo o mundo.Antes de obter o cargo de Diretor Técnico
na Derivative, o fabricante do software TouchDesigner, o alemão Markus Heckmann
estudou tecnologia media na
Universidade de Ilmenau e na Universidade Bauhaus. Os trabalhos pessoais de
Heckmann tendem a combinar os aspecos estéticos da computação gráfica
generativa com os aspetos quase físicos da luz. Para além de produzir visuais e
instalações para artistas como Carsten Nicolai ou aplicações para controlar as Kinetic Lights para o estúdio WHITEvoid,
Heckmann ocasionalmente assume os estímulos visuais em eventos techno sob a
alter-ego de Wüstenarchitekten.
Matthew
Biederman & Pierce Warnecke + Supernova Ensemble
Spillover 

22h30
Perto da rural Montalegre, uma montanha inteira
poderá ser destruída para viabilizar o desenvolvimento de uma mina de lítio.
Situadas a poucos quilómetros do reservatório de água potável de Rabagão e com
a montanha entre elas, estão as aldeias de Carvalhais e Rebordelo. Embora por
um lado estas iniciativas sejam pintadas de verde, na extração de qualquer tipo
de material há impactos irreversíveis a serem considerados na paisagem, cultura
e pessoas. 
As fronteiras são margens, divisões que separam duas
zonas distintas: sejam elas políticas, geográficas, históricas, sociais,
culturais, geológicas, tectónicas… Podem ser naturais ou manufaturadas,
progressivas ou abruptas, reais ou percebidas, fisicamente visíveis ou
desenhadas num mapa, imaginárias ou reais. Através da utilização da
fotogrametria aérea e terrestre como meio de visualizar e sonificar os limites
ambientais reais e percebidos, Spillover proporciona
uma metáfora para uma mudança sistémica e um ponto de reflexão da nossa relação
com a extracção ambiental. Falando da potencial imposição ecologicamente
desastrosa da extração e processamento de lítio, Spillover investiga as divisões que nos separam do nosso ambiente
natural e a interação entre natureza, cultura, política e economia. Em estreia
mundial, Spillover resulta de
encomenda pelo Index 2022.