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10 novembro (qui) Teatro

PEDRAS COM ASAS

21h30 Pequeno Auditório
10 € / Cartão Pentágono 5 €   M/12  

Entre paradigmas do amor, da
loucura do homem alienado, do tempo presente, uma Julieta incrível contracena
com a impossibilidade de um Romeu sem lugar na atualidade.A acão decorre num cemitério
irreal, numa irreal Verona, muitos anos depois do drama shakespereano. Julieta,
ou uma mulher que pensa ser Julieta, põe flores todos os dias na sua própria
campa. Esqueceu o local onde jaz Romeu – ou nunca o soube. Esqueceu alguns
pormenores do drama – se é que alguma vez os soube. Mas mantém viva a ideia de
que todos, menos ela, mereceram um lugar digno na História. Desfiando emoções,
vestida como uma viúva ou travestida de cores, ora tapando a cara com uma rede
negra, ora assumindo-a, Julieta quebra o paradigma do Amor eterno, começando
por não gostar de si, e, se calhar, desejando uma réstia de amor que alguém
desperdiçou e que lhe sabia tão bem encontrar. Em contraste, Romeu – o espírito
de Romeu, um Romeu etéreo e eterno – aparece-lhe. Ele acredita que personifica
o amor, mas vai ter algumas surpresas capazes de abalá-lo. E de nos abalar. 

Texto: Alexandre Honrado | Encenação:
Luís Vicente | Intérpretes: Carolina Teixeira e Carlos Pereira | Cenografia:
José Manuel Castanheira | Execução Cenográfica: Tó Quintas | Figurinos: Ana
Paula Rocha | Assistência de Encenação: Tânia da Silva | Desenho de Luz:
Octávio Oliveira | Desenho de Som: Diogo Aleixo | Produção: Márcia Martinho  
Promotor: Companhia de Teatro
de Braga
Duração prevista: 1h10